Por volta das 08:00 horas da manhã desta quarta-feira (19/11), a
aposentada Francisca Alves Rodrigues, de 61 anos, residente no Bairro
São Francisco em Cocal, recebeu uma ligação anônima de uma mulher
pedindo socorro. No telefone a senhora escutava "socorro mãe, me salva,
me salva...". Assustada e sem entender muito a situação, ela acabou
sendo vitima do trote do falso sequestro e perdeu uma quantia de R$
1.000,00 (um mil reais).
De acordo com a vitima, ao atender a ligação telefônica, a senhora
escutou a voz da mulher pedindo socorro, que dava a entender que era uma
de suas filhas, que atualmente residem em Fortaleza-Ceará. Em seguida
ela falou com um homem, que dizia ter sequestrado uma de suas filhas e
estava com ela dentro de um carro, caso o valor exigido não fosse pago
imediatamente, ele atiraria na cabeça dela. Ele pediu o valor de R$
50.000 (cinquenta mil reais) para por a sequestrada em liberdade e
exigiu que o telefone não fosse desligado e que não avisasse ninguém,
principalmente a polícia.
"A voz da mulher era muito parecido com uma das minhas filhas. Falei que
era muito pobre e morava no interior e que não tinha todo aquele
dinheiro. Eu fiquei muito nervosa e passei o telefone para uma filha que
mora comigo, depois de mais de uma hora de negociação tensa, os dois
fecharam o valor do resgate em mil reais", relembra a vítima.
Aposentada Francisca Alves Rodrigues, de 61 anos, residente no Bairro São Francisco em Cocal |
Sem ter o valor em mãos para pagar o resgate, a saída encontrada pela
aposentada foi pedir dinheiro emprestado. Ao conseguir levantar a
quantia, ela imediatamente se deslocou até a casa lotérica, no centro da
cidade, onde foi depositado o dinheiro em uma conta corrente em nome de
Carolina Soares de Souza.
Após fazer o depósito, o bandido ainda pediu para que a vitima rasgasse o
comprovante da transação bancaria perto do telefone para que ele
pudesse ouvir. Ela rasgou outro papel e guardou o comprovante. Depois de
mais de uma hora de falsas negociações, o criminoso disse que ela
poderia ligar para o telefone da filha, que a mesma já estava liberta.
Comprovante do depósito do falso resgatre |
Ao chegar em casa, a aposentada ligou para o celular da filha e a
primeira pergunta feita foi se ela estava liberada. Ela respondeu que
estava no trabalho e bem. A mãe informou o que tinha acontecido e
relatou sobre o trote.
Depois de falar com a filha, a aposentada voltou a casa loteria e pediu o
bloqueio do depósito na conta bancária onde havia depositado o suposto
resgate. Mas foi informada que a operação não poderia mais ser realizada
porque já havia passado muitas horas. Só foi possível saber que é do
Rio de Janeiro a origem da conta bancaria dos criminosos .
A mulher foi orientada a procurar a delegacia para registrar um Boletim
de Ocorrência (B.O) sobre o ocorrido. A policia não pode fazer muito
pelo caso, já que toda a ação criminosa se desencadeou em outro estado.
Fonte: Blog do Coveiro
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